A planície aluvial do Alto Tietê, onde Itaquaquecetuba se assenta a cerca de 790 metros de altitude, impõe desafios geotécnicos que vão muito além da simples compactação superficial. O que encontramos no subsolo da cidade são camadas expressivas de argila orgânica mole, intercaladas com sedimentos arenosos saturados, reflexo direto da dinâmica histórica do Rio Tietê e seus afluentes na bacia sedimentar. Em nossa experiência, tentar executar aterros ou fundações diretas sobre esse perfil sem um tratamento de base — como o projeto de colunas de brita — é um risco que se materializa em recalques diferenciais severos já nos primeiros meses de obra. Por isso, nosso laboratório desenvolve soluções de melhoramento de solo que consideram a variabilidade espacial desses depósitos, um legado das antigas várzeas que marcam Itaquaquecetuba e que exigem campanhas de investigação robustas, muitas vezes integrando ensaios CPT para definir a estratigrafia contínua antes de qualquer dimensionamento.
A coluna de brita em Itaquaquecetuba não é apenas um reforço; é um sistema drenante ativo que transforma a argila mole em um maciço compósito estável sob aterros de grande porte.



