O erro mais comum que vemos em obras na região de Itaquá é tratar o solo aluvial do Tietê como se fosse competente sem verificação dinâmica. Quando uma construtora assenta um galpão logístico sobre areia fina saturada sem análise de liquefação de solos, o prejuízo não aparece na concretagem — aparece no primeiro evento vibratório relevante, com recalques diferenciais que rompem pisos industriais e desalinham estruturas metálicas. Itaquaquecetuba está sobre a Bacia de São Paulo, a 750 metros de altitude, com lençol freático alto em bairros como Jardim Odete e Estação. Ignorar o potencial de liquefação aqui é expor o empreendimento a um risco que o ensaio SPT convencional não captura sozinho. Por isso complementamos a investigação com o ensaio de cone CPT quando a estratigrafia exige leitura contínua da resistência de ponta em camadas críticas.
Na margem direita do Tietê, encontramos areias com índice de plasticidade zero e N-SPT abaixo de 8 — o combo clássico para liquefação em Itaquaquecetuba.



