O subsolo de Itaquaquecetuba muda radicalmente de comportamento dependendo da região. Quem trabalha com obra civil na cidade sabe que os terrenos do Jardim Odete, com presença de solos coluvionares de encosta, exigem uma abordagem de monitoramento geotécnico de escavações completamente diferente das áreas de várzea próximas ao Rio Tietê, no bairro Estância Paraíso. A cidade, com seus mais de 370 mil habitantes e localizada a apenas 41 km da capital paulista, vive um momento de expansão imobiliária, o que aumenta a complexidade das intervenções no solo. Nossa experiência mostra que a heterogeneidade do perfil geológico local, com a transição abrupta entre sedimentos terciários da Bacia de São Paulo e os xistos do embasamento cristalino, exige um plano de instrumentação que combine diferentes técnicas. Para complementar a investigação preliminar, muitas vezes integramos os dados com sondagens SPT realizadas em malha reduzida, o que nos permite definir os pontos críticos para instalação dos sensores.
Em Itaquaquecetuba, a transição brusca entre solos de alteração de rocha e sedimentos aluvionares exige uma instrumentação de escavações que detecte deslocamentos milimétricos antes que se tornem patologias estruturais.



