O relevo acidentado de Itaquaquecetuba, moldado pelos vales do Alto Tietê e pela transição entre a Serra do Mar e o planalto, impõe desafios geotécnicos que vão muito além de um simples corte de terra. A cidade registra um dos índices pluviométricos mais expressivos da Região Metropolitana de São Paulo, com médias anuais que podem superar 1.400 mm, e essa combinação de chuva intensa com solos coluvionares e saprolíticos exige uma análise de estabilidade de taludes criteriosa antes de qualquer intervenção. Para terrenos com sinais de movimentação ou obras próximas a encostas ocupadas, o ensaio CPT permite caracterizar a estratigrafia sem alterar a amostra, revelando camadas de baixa resistência que comprometem o fator de segurança. O trabalho de campo é complementado por sondagens que mapeiam a profundidade do impenetrável e a transição entre solo residual e rocha alterada, parâmetros indispensáveis para calibrar os modelos de equilíbrio-limite.
Em Itaquaquecetuba, a combinação de chuvas concentradas com solos residuais de granito e gnaisse torna a retroanálise de rupturas anteriores uma ferramenta de projeto tão importante quanto os ensaios de laboratório.



