Itaquaquecetuba, a cerca de 750 metros de altitude na borda da Bacia de São Paulo, assenta-se sobre um pacote sedimentar terciário que alterna camadas argilosas e arenosas da Formação Resende. Essa heterogeneidade geológica natural, somada à presença de aterros e à influência da várzea do Tietê, torna a investigação geofísica direta com resistividade elétrica uma ferramenta indispensável antes de qualquer escavação ou fundação profunda. A técnica de sondagem elétrica vertical (SEV) permite identificar contrastes de resistividade no subsolo sem mobilizar equipamentos de perfuração, agilizando o reconhecimento de zonas saturadas ou contaminadas. Em áreas de expansão urbana no município, combinamos esse método com o ensaio CPT para calibrar os perfis geofísicos com dados diretos de resistência de ponta, oferecendo um modelo geotécnico mais robusto.
A inversão de dados de resistividade elétrica em perfis de Itaquaquecetuba revela contatos geológicos que sondagens mecânicas isoladas não detectam, especialmente em áreas com alto contraste entre aterro e solo residual.



