Quem trafega entre o centro expandido de Itaquaquecetuba e os bairros do entorno, como o Jardim Odete ou o Parque Piratininga, percebe que a resposta do pavimento não é uniforme. Enquanto uma via próxima ao Rio Tietê apresenta ondulações precoces, outra em cota mais elevada resiste bem à fadiga. A diferença está no comportamento do subleito local. Em Itaquaquecetuba, com seus 360 mil habitantes e um relevo marcado por colinas suaves e várzeas, a transição entre solos argilosos saturados e siltes arenosos é sutil, mas decisiva para o dimensionamento. Um projeto de pavimento flexível bem calibrado aqui não se resolve apenas com um CBR de projeto; exige entender o regime hídrico, a sensibilidade do solo à umidade e as cargas reais do tráfego municipal. Quando o subleito apresenta baixa capacidade de suporte, recorremos a técnicas de reforço como a vibrocompactação para melhorar a densificação antes de iniciar a estrutura asfáltica.
Em Itaquaquecetuba, a chave do pavimento flexível não está só na espessura do CAUQ, mas no domínio da drenagem profunda antes que a base perca sua capacidade estrutural.



