O erro mais comum que observamos nas obras do Alto Tietê é tratar aterros antigos e solos aluvionares como se fossem competentes sem investigação prévia. Em Itaquaquecetuba, onde a mancha urbana avança sobre depósitos sedimentares da bacia do Rio Tietê, a presença de camadas fofas de areia e silte é recorrente. Um galpão logístico recém-construído na região do Parque Industrial apresentou recalques diferenciais superiores a 15 centímetros antes mesmo da expedição do habite-se, simplesmente porque a construtora confiou em um SPT de baixa densidade de furos. O projeto de vibrocompactação surge exatamente para corrigir esse tipo de passivo: em vez de escavar e substituir o solo mole — operação cara e logísticamente complexa em áreas já urbanizadas —, aplicamos energia dinâmica controlada com vibrador de agulha para adensar a massa de solo in situ. A técnica reduz o índice de vazios e eleva a resistência de ponta, criando uma matriz mais homogênea que suporta sapatas, radiers e pavimentos de alta carga sem recalques abruptos. Para validar a eficácia do tratamento, sempre integramos o projeto com campanhas de ensaio CPT que mapeiam a evolução da resistência de ponta antes e depois da compactação, gerando perfis comparativos que comprovam o ganho de capacidade de carga.
A vibrocompactação bem dimensionada elimina recalques diferenciais em aterros e aluviões, transformando terrenos descartados em plataformas de alta capacidade de carga para a indústria do Alto Tietê.



