A planície aluvial do Alto Tietê, onde Itaquaquecetuba se assenta a 790 metros de altitude, impõe desafios geotécnicos que vão muito além da sondagem superficial. Encontramos com frequência camadas de argila orgânica mole intercaladas com areia fina saturada até profundidades de 15 metros, exigindo uma transição criteriosa para estacas de maior comprimento e capacidade de carga. O projeto de fundações em estacas nesta cidade demanda correlação direta com o ensaio CPT para refinar o perfil de resistência de ponta e atrito lateral, especialmente onde o SPT apresenta valores baixos e erráticos. Ignorar essa etapa resulta em recalques excessivos que já vimos em obras no entorno da região central.
Em Itaquaquecetuba, a combinação de argila mole com lençol freático alto torna o dimensionamento preciso das estacas o fator determinante entre uma obra estável e patologias estruturais severas.



