Um sobrado em construção no Jardim Nova Itaquá, aos pés de um talude com quase sete metros de desnível, exigiu uma solução que fosse além da cortina atirantada convencional. O solo local, uma mistura de silte argiloso com matacões de granito alterado típicos da geologia do Alto Tietê, apresentava infiltração concentrada após as chuvas de verão. Naquele projeto, o dimensionamento do muro de contenção precisou considerar não apenas o empuxo de terra, mas também as subpressões geradas pelo fluxo d'água em períodos críticos. Casos assim são rotina para a equipe técnica em Itaquaquecetuba, onde a expansão urbana avança sobre encostas com histórico de instabilidade. A investigação geotécnica prévia, com sondagens SPT bem posicionadas, forneceu a base de cálculo necessária para definir a ficha, a inclinação e o sistema de drenagem da estrutura.
Em Itaquaquecetuba, o dimensionamento de um muro de contenção sem considerar a hidrologia da encosta equivale a projetar uma laje sem calcular a sobrecarga. A água sempre encontra o ponto frágil.



